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Podes relaxar

17 Jul

Vamos lá dizer outra vez que é para ficar na cabeça: podes dar-te ao luxo de relaxar.

Hoje em dia – chegados ao Verão de 2012 – vivemos a correr. Sem relaxar, sem descansar. Isto não é uma ideia original, há idiotas a falar disso.  Mas se nos lembrássemos disto tantas vezes quantas pensamos “estou atrasado”, a vida seria diferente.
É que andamos a fazer muitas coisas num só dia. E o problema nem é a quantidade de coisas que fazemos. É o que nos leva a isso.

Parece que andamos loucos à procura de uma coisa. Só que essa coisa não existe. A sério não existe.
(Podes desligar o pc e ir para casa. Ou desligar o pc e ficar em casa. Pronto está feito. Essa coisa não existe. E não me batas, não tenho culpa, são só histórias e sonhos inventados na tua cabeça!)

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Demasiado a sério

19 Jun

Há sempre alguma revista a tender para o rosa, em que um personagem com cerca de 40 anos é entrevistado, e a quem lhe é perguntado qual o segredo para o sucesso da sua vida, e a resposta habitual é: “não me levo demasiado a sério”.
E apesar das poses com ar casual nalguma mansão ou de encontro a uma parede preta, talvez tenham razão, porque somos realmente ridiculos.

Uma pessoa não se levar demasiado a sério é bom.
E para quem está em dúvida se se leva demasiado a sério, basta fazer este curto teste e ver se habitualmente se ri quando:

  • Põe meias desirmanadas.
  • Faz uma máquina de loiça, com loiça já lavada.

Já sabias isto?

22 Maio

E quando alguém diz todo contente: “Eu fui o primeiro a saber que eles não estavam bem”. Ou “Eu soube logo por ele o que se tinha passado.”. Tudo isto é informação. E há uma espécie de vanglória por saber antes dos outros alguma coisa. Informação será poder?

Em relação a este assunto algumas considerações:
1. Quanto mais secreta a informação, melhor.
Adoro ver o orgulho das pessoas a contar histórias de informação que é suposto saber. Assim um ar prentensamente solto, mas gabarola mal disfarçado. O que se passou naquela empresa…O que eles privaram… O que não saiu cá para fora…o que não é suposto saber mas eu sei…

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A vaidade e o amor próprio

24 Abr

Geralmente as pessoas gostam de se ver.
Imaginemos: Estou a ver um álbum de fotografias de uma festa a que fui. Sejamos honestos, quem é que estou à procura de ver? Ah pois é… das duas uma: ou estou à procura de mim, ou de alguém que gosto muito. Uma coisa engraçada é ver como em público fazemos comentários genéricos – “ah fiquei péssimo”; “ah, apaga isso!” e fingimos pouco interesse. Mas depois, no recato das nossas casas, na solidão dos nossos pcs ou macs, analisamos detalhadamente cada fotografia. Ou talvez não.

Nota idiota 1:
Ninguém põe fotografias de perfil na internet em que esteja francamente mal. A maioria dos meus amigos e amigas no Facebook parecem modelos e com vidas super interessantes. Não é que não sejam, mas caraças pá, não estás assim tão gata todos os dias. Nem tu, tão musculado a sair da piscina com esse sorriso matador.

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Estás a exagerar!

17 Abr

É tão frequente estarmos numa festa, e começarmos a ouvir alguém que está no centro das atenções – talvez já com a cara ligeiramente ruborizada – num crescendo de histórias cada vez mais elaboradas:

Narração: “Eh pá, e eu disse mesmo ao polícia que ou me deixava ir embora ou eu registava o nome dele e ele não se ia esquecer daquele dia…” |Realidade : “Oh sr. Agente, tem toda a razão, não volta a acontecer. Obrigadíssimo…”

Narração: “E vieram os gajos para me bater, eu mandei logo um ao chão, mandei duas peras na cara dos outros dois, e o quarto fugiu… fiquei com as mãos assim…” |Realidade: Comecei a fugir em pânico e caí no caminho. (daí as mãos arranhadas)

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A pancada e o Springsteen

28 Mar


Todos temos pancadas. Talvez não andemos à pancada, mas pancadas temos. Não no estilo Jack Nicholson no Melhor é Impossível, mas do estilo daquele tipo de teimosia que não conseguimos bem explicar. Uma certa fixação a roçar o incompreensível por uma determinada coisa.

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